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PGBL ou VGBL? Entenda a diferença sem complicação

Aviso importante (do bem): este artigo é educativo e não substitui orientação individual. Tributação depende do seu perfil e da sua declaração.

Tempo de leitura: 5 minutos.

Se você já pesquisou previdência privada, provavelmente tropeçou nessa dúvida: PGBL ou VGBL? A escolha não é “qual rende mais”. Na prática, ela gira em torno de Imposto de Renda, tipo de declaração, objetivo (aposentadoria, sucessão, reserva) e disciplina de longo prazo.

E por que esse tema está tão em evidência agora? Porque a previdência aberta segue enorme, com R$ 1,6 trilhão em ativos e milhões de planos ativos, e ao mesmo tempo, os aportes oscilaram em 2025, com queda relevante nas contribuições até novembro. Ou seja, muitas pessoas têm o produto, mas nem todo os ativos estão usando da forma mais eficiente.

Por que isso importa e o que os dados demonstram

A previdência privada aberta virou uma “infraestrutura” de planejamento financeiro no Brasil: em janeiro de 2025, o setor somava R$ 1,6 trilhão em ativos, algo como 13,4% do PIB, com ampla base de participantes.

Ao mesmo tempo, a Fenaprevi reportou que, de janeiro a novembro de 2025, as contribuições totalizaram R$ 142 bilhões, uma queda de 19,6% versus o mesmo período do ano anterior (uma redução expressiva em valores).

Assim, traduzindo para a vida real:

  • Muitos beneficiários com previdência ativa.
  • Nem todos aportam com regularidade ou escolhe o tipo certo (PGBL/VGBL) para o próprio IR.
  • A consequência aparece na prática, com imposto maior do que precisa, estratégia confusa e frustração.
PGBL e VGBL em 30 segundos

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)

  • Pode permitir deduzir as contribuições no IR (dentro das regras).
  • No resgate/benefício, em regra, o IR incide sobre o total (aportes + rendimentos).

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)

  • Não permite dedução das contribuições no IR.
  • No resgate/benefício, em regra, o IR incide apenas sobre os rendimentos (o “ganho”).

Até aqui, dá para perceber: PGBL é mais “fiscal” (quando faz sentido), e VGBL costuma ser mais “investimento/planejamento” sem benefício de dedução.

A pergunta-chave: como você declara o IR?

Aqui mora 80% da decisão.

1) Você faz Declaração Completa?

Se você usa a declaração completa e tem renda tributável, o PGBL pode ser interessante porque existe a possibilidade de dedução conforme as regras do IRPF (a referência mais comum é o limite de 12% da renda tributável, quando aplicável).

Em português claro: você “abaixa” a base de cálculo agora (adiando imposto), mas na saída o IR pega o total.

2) Você faz Declaração Simplificada?

Na simplificada, a tendência é o VGBL fazer mais sentido, porque você não costuma aproveitar a dedução do PGBL. Regra e preenchimento: a Receita Federal deixa claro que VGBL não é dedutível e orienta como declarar.

Atalho prático:

  • Completa + renda tributável + estratégia fiscal → olhe PGBL com carinho.
  • Simplificada ou sem espaço para dedução → VGBL tende a ser o “padrão” mais seguro.
Para que você quer a previdência? (objetivo manda na estratégia)
Aposentadoria (acumulação disciplinada)

Se o seu objetivo é formar renda futura, PGBL/VGBL é só a “embalagem fiscal”. Você também precisa olhar:

  • horizonte (10, 15, 20+ anos),
  • risco do fundo,
  • taxa de carregamento/adm,
  • portabilidade e governança.

Aqui a Toscano Corretora de Seguros costuma ajudar com o “pacote completo”: tipo certo + fundo compatível + plano de contribuição.

Reserva de médio/longo prazo (com flexibilidade)

Se você quer uma reserva com alguma organização (e possibilidade de portabilidade), VGBL frequentemente aparece bem, porque evita confusão com dedução e mantém tributação focada no rendimento.

Sucessão (planejamento familiar)

Previdência (principalmente via VGBL) é muito usada em planejamento sucessório por questões de designação de beneficiários e liquidez. Aqui, mais do que nunca, vale alinhar com seu contador/advogado para casar com a sua realidade patrimonial e familiar.

Como escolher sem errar: um “checklist Toscano Seguros” bem pé no chão
  1. Qual declaração você usa? completa ou simplificada.
  2. Você tem renda tributável e paga IR relevante? se sim, PGBL pode otimizar imposto (quando aplicável).
  3. Seu foco é dedução agora ou simplicidade na saída?
  4. Qual o horizonte? quanto maior, mais importante é taxa e qualidade do fundo.
  5. Vai aportar todo mês? constância costuma vencer “tentativa de acertar o timing”.
  6. Você sabe como será tributado no resgate? PGBL tende a tributar o total; VGBL tende a tributar o rendimento.
Erros comuns (e fáceis de evitar)
  • Escolher PGBL fazendo declaração simplificada e depois descobrir que não aproveitou a lógica fiscal.
  • Não revisar beneficiários (principalmente se casou, separou, teve filhos).
  • Ignorar taxas: no longo prazo, taxa “come” resultado.
  • Focar só em PGBL vs VGBL e esquecer o mais importante: qual fundo e qual estratégia de aporte.
  • Resgatar cedo sem avaliar impacto de imposto e objetivo.
FAQ rápido

1) Dá para ter PGBL e VGBL ao mesmo tempo?
Sim. Muita gente combina: um pedaço para estratégia fiscal (PGBL) e outro para objetivos/sucessão (VGBL), conforme o caso.

2) Como declaro PGBL e VGBL no IR?
A Receita Federal tem orientação específica de declaração, incluindo o ponto de que VGBL não é dedutível e deve constar em Bens e Direitos, além de como tratar rendimentos e resgates.

3) “Aportes caíram”: isso significa que previdência deixou de valer?
Não. Os dados indicam oscilação de contribuições em 2025, mas o volume total de ativos e a base seguem grandes. O recado é outro: planejamento e regularidade importam.

Conclusão: o “certo” é o que encaixa no seu IR e no seu objetivo

Se você quer decidir sem dor de cabeça, comece pelo básico: declaração do IR + objetivo (aposentadoria, sucessão, reserva) + disciplina de aporte. A partir daí, PGBL/VGBL vira uma decisão técnica, não um chute.

A Toscano Corretora de Seguros te ajuda a escolher o melhor desenho (PGBL ou VGBL + fundo + aporte mensal)? Fale conosco utilizando o nosso formulário rápido ou o link do WhatsApp e informe: “quero simular PGBL vs VGBL”, em assim poderemos montar um caminho coerente de acordo com seu perfil.

Referências:

Receita Federal – Como declarar PGBL e VGBL?

Como deduzir o Imposto de Renda com Previdência Privada?

Aportes em planos de previdência privada aberta caem 19,6% até novembro

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